
Neste domingo (dia 15) a Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (Hollywood Foreign Press Association) realiza sua anual cerimônia de premiação dos melhores filmes do ano. O evento ocorrerá em Los Angeles, no Beverly Hilton Hotel e será transmitido pelo canal fechado TNT, a partir das 22hrs (pré-show) e com a cerimônia se iniciando as 23hrs, horário de Brasília.
Confira a abaixo uma rápida prévia do que pode acontecer na 69ª edição do Globo de Ouro
• MELHOR CANÇÃO ORIGINAL •
Melhor do que comentá-las, só mesmo ouvi-las, sendo que “The Living Proof”, do drama Histórias Cruzadas é a grande favorita. Confira todas clicando nos links abaixo:
Albert Nobbs (Lay Your Head Down)
Gnomeo e Julieta (Hello, Hello)
Histórias Cruzadas (The Living Proof)
Redenção (The Keeper)
W.E. – O Romance do Século (Masterpiece)
• MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA •
Esta categoria consta com um curioso painel. Se nos basearmos pelos prêmios de críticas, A Separação já teria uma vitória assegurada, já que o filme iraniano conta quase com uma unanimidade até agora nas premiações já realizadas. Acontece que nem sempre o melhor vence, já que nos outros quatro indicados encontramos figuras muito fortes, tranquilamente capazes de mudar a cabeça dos votantes. Vejam bem, o fraco O Garoto da Bicicleta conta com a força dos irmãos Dardenne; Jin líng shí san chai, ou em sua tradução para o inglês, The Flowers of War, conta com o protagonismo do atual vencedor do Globo, Christian Bale; In the Land of Blood and Honey é dirigido e roteirizado por nada mais nada menos que a queridinha Angelina Jolie, que ano passado mesmo foi indicada, não se sabe porque, pela aberração O Turista… E claro fechamos com Pedro Almodóvar, que mais do que seu nome, entrega uma obra forte e instigante, no ótimo A Pele que Habito, sendo aquele que mais ameaça o posto de A Separação.

O longa iraniano de Asghar Farhadi é o grande favorito
Minha Torcida: A Pele que Habito
• MELHOR ANIMAÇÃO •
Mesmo todos sabendo que Carros 2 não está a altura da Pixar, inclusive a própria, ainda assim todo o prestígio de sua produtora lhe renderam uma inaceitável indicação, roubando, por exemplo, o lugar do infinitamente superior Kung Fu Panda 2. A surpreendente releitura da história de Pooh funcionou, e O Ursinho Pooh consegui sua comemorada indicação. O também elogiadíssimo filme natalistico Operação Presente aparece como a terceira força na disputa. Mas sem dúvida o grande embate será entre As Aventuras de Tintim e Rango. O primeiro, apesar de contar com uma ligeira vantagem pela força de Steven Spielberg e Peter Jackson, vê seu rival direto, dirigido por Gore Verbinski (da franquia Piratas do Caribe), tendo até agora acumulado mais prêmios de crítica, ameaçando a até então absoluta adaptação de Tintim. Disputa equilibrada.

Com a Pixar fora da disputa, Rango e Tintim surgem como grandes candidatos
Minha Torcida: As Aventuras de Tintim
• MELHOR TRILHA SONORA •
Em um filme mudo, qual a importância de sua trilha sonora? Corretamente na visão da HFPA, além de conduzir toda a narrativa, os arpejos realizados por Ludovic Bource serviram como uma função notoriamente emocional, dando a O Artista uma grande oportunidade de levar o prêmio, entretanto seu grande adversário será o experiente Howard Shore, já vencedor de dois Globos (O Aviador e O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei) além de ao todo receber já cinco indicações. Por A Invenção de Hugo Cabret, Shore reedita a parceria com Martin Scorsese surgindo como um dos grandes favoritos, estabelecendo uma disputa parelha com O Artista. Passando rapidamente pelos outros concorrentes, encontramos os vencedores da última edição por A Rede Social, a dupla Trent Reznor e Atticus Ross, em nova parceria com Fincher, recebem com Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres mais uma indicação. O lendário John Williams, pelo longa de Steven Spielberg, Cavalo de Guerra, recebe agora em 2012 sua 20ª indicação (já venceu por Memórias de Uma Gueixa, Star Wars Episódio IV, E.T. – O Extraterrestre e Tubarão). Abel Korzeniowski recebe sua segunda indicação em menos de dois anos, antes por Direito de Amar e agora por W.E. – O Romance do Século, longa dirigido por Madonna.

A trilha de Ludovic Bource conduz o drama mudo O Artista
Minha Torcida: A Invenção de Hugo Cabret
• MELHOR ATRIZ COADJUVANTE •
Se quantidade contasse, Jessica Chastain nem precisaria aparecer à cerimônia de entrega dos Globos de Ouro. Dona de uma carreira absolutamente meteórica, Chastain parece ter ganho repentinamente a apreciação de Hollywood, entregando em 2011 nada mais que oito filmes. Mas estaria sendo injusto apontando que o único mérito de Chastain seria a quantidade de longas em que participou, suas atuações em No Limite da Mentira, O Abrigo e A Árvore da Vida acabaram sendo bem elogiadas, mas é com Histórias Cruzadas que a bela recebe sua primeira indicação e logo de cara o posto de grande favorita. Já suas outras quatro concorrentes aparecem incrivelmente equilibradas como segunda força, deixando uma ligeira vantagem, pela ordem, para Shailene Woodley (Os Descendentes), Berenice Bejo (O Artista), Octavia Spencer (também por Histórias Cruzadas) e Janet McTeer (Albert Nobbs)

Em um ano com inúmeras atuações elogiadas, Chastain pode ser consagrada por Histórias Cruzadas
Minha Torcida: Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
• MELHOR ATOR COADJUVANTE •
Mesmo que possamos apontar um ligeiro favoritismo para Christopher Plummer por sua interpretação em Toda Forma de Amor, esse ano a categoria de Melhor Ator Coadjuvante difere consideravelmente das últimas edições, já que nelas, os vencedores eram facilmente apontados, assim chances de surpresas ocorrerem eram quase descartadas, o que de fato veio a acontecer com as vitórias de Christian Bale, Christopher Waltz, Heath Ledger e Javier Bardem, respectivamente nos quatro últimos anos. Tanto é verdade deste considerável equilíbrio gerado nesta edição, que Plummer e seu maior concorrente, Albert Brooks (Drive), disputavam cabeça a cabeça os prêmios de crítica, porém este último acabou perdendo força com sua não lembrança no Screen Actors Guild Awards. Kenneth Branagh por Sete Dias com Marilyn parece vir ganhando força aos poucos, entrando de maneira rápida na disputa, surgindo assim como a terceira força. Jonah Hill por O Homem que Mudou o Jogo e Viggo Mortensen por Um Método Perigoso fecham a lista com poucas chances de uma vitória.

O experiente Christopher Plummer pode receber seu primeiro Globo de Ouro
Minha Torcida: Albert Brooks (Drive)
• MELHOR ROTEIRO •
Lembrando que no Globo de Ouro não ocorre a divisão entre Roteiro Original e Adaptado, a disputa nesse ano aparece altamente equilibrada, onde por mais que possamos destacar O Homem que Mudou o Jogo com menos força, ao lermos o nome de Aaron Sorkin (vencedor da última edição com A Rede Social) entre seus realizadores damos um passo atrás voltando a considerá-lo apto a vencer. Temos ainda a valiosa menção a O Artista, que ficou de fora do WGA por não ser considerado elegível, em um roteiro escrito unicamente por Michel Hazanavicius. O roteiro escrito pelo trio George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon, adaptado da peça Farragut North, deu força ao thriller político Tudo Pelo Poder, despontando assim como a terceira força na disputa. Woody Allen de volta a boa fase com um roteiro repleto de referências, além de conduzir magicamente o excepcional Meia Noite em Paris surge como uma das maiores forças, esta é sua sexta indicação por roteiro, tendo uma vitória por A Rosa Púrpura do Cairo. Porém o favorito da noite é de fato o trabalho de Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash (baseado no romance de Kaui Hart Hemmings). Payne já venceu nesta mesma categoria por Sideways e Confissões de Schmitd, e mais uma vez, agora por Os Descendentes, é o favorito.

Apesar da forte concorrência, principalmente de Allen, Alexander Payne pode receber seu terceiro Globo de Ouro, dessa vez pelo roteiro de Os Descendentes
Minha Torcida: Meia Noite em Paris (Woody Allen)
• MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL •
As categorias em Comédia ou Musical geralmente são difíceis de se apontarem favoritos já que são poucas as premiações que estabelecem esse parâmetro. Assim sendo, nosso único meio de apontar quem está mais a frente são suas indicações, no geral, aos prêmios de crítica e sindicato. Dessa forma, Jean Dujardin pelo elogiadíssimo O Artista aparece como grande favorito. Mesmo que o mesmo tenha vencido poucos prêmios (em Cannes), dos cinco indicados é o único que está sempre presente. Porém apesar de apontar o favoritismo para Dujardin, não consigo cravar sua vitória, já que encontramos chances relativas de Joseph Gordon-Levitt pela ‘dramédia’ 50% e Owen Wilson, que além de sua grandiosa atuação em Meia Noite em Paris, conta também com o fator ‘recuperação’ que Hollywood costuma tanto adorar (vale lembrar que Wilson a pouco tempo tentou se matar). Brendan Gleeson, que carrega nas costas a comédia O Guarda, também surge como um azarão, e se consideramos da mesma escola de Paul Giammati, vencedor da última edição, devemos também ficar esperto com sua aparição. Ryan Gosling, muito mais por sua incrível presença e adoração, conseguiu a única lembrança do ótimo Amor a Toda Prova.

Em função das suas inúmeras indicações, Dujardin é o favorito
Minha Torcida: Owen Wilson (Meia Noite em Paris)
• MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL •
O mesmo conceito que utilizo para classificar Dujardin como favorito em Melhor Ator em Comédia ou Musical, também trago aqui para eleger Michelle Williams como a grande favorita, indo até mais além, já que diferentemente de Dujardin, Williams já venceu inúmeros prêmios de crítica, por sua elogiada atuação onde interpreta Marylin Monroe em Sete Dias com Marylin. Kristen Wiig surge como segunda força, principalmente por sua representatividade, que estrelando e roteirizando a comédia Missão Madrinha de Casamento, sacudiu a indústria do gênero, e como o longa em si aparece com poucas chances de outras vitórias, não me surpreenderia que Wiig vencesse por esse quesito. Charlize Theron, de volta depois da maldição do Oscar, retorna ao Globo de Ouro por sua atuação em Jovens Adultos, novo filme do queridinho Jason Reitman. A dupla Kate Winslet e Jodie Foster, ambos por Carnage, novo exercício de interpretação exigido por Roman Polanski fecham os indicados, apenas com chances relativas.

Vivendo Marilyn Monroe, Michelle Williams é a grande favorita da noite
Minha Torcida: Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
• MELHOR ATRIZ – DRAMA •
Se ano passado Natalie Portman tinha uma vitória quase certa, neste ano apontar uma grande favorita surge como tarefa difícil. Rooney Mara já pode comemorar sua lembrança por Millennium – O Homem que Não Amava as Mulheres, já que ela pouco aparecia nas principais premiações de circuito. Mas entra ano e sai ano e Meryl Streep continua sendo a favorita. Recebendo sua (respirem!) 24ª indicação ao Globo de Ouro, Streep pode vencer pela sétima vez (Kramer vs. Kramer, A Mulher do Tenente Francês, A Escolha de Sofia, Adaptação, O Diabo Veste Prada e Julie & Julia). Tentando tirar essa proeza de Streep, Viola Davis pelo drama Histórias Cruzadas, Tilda Swinton pelo perturbador Precisamos Falar Sobre Kevin e Glenn Close em sua incrível transformação (na trama ela se disfarça de um homem) em Albert Nobbs aparecem com extremo equilíbrio, podendo residir aqui uma grande distribuição de votos, o que facilitaria a vitória de Meryl Streep. Apesar da categoria no geral estar bem equilibrada, parece que veremos pela sétima vez Streep subir ao palco, dessa vez por viver Margaret Thatcher em A Dama de Ferro.

Meryl Streep pode receber seu sétimo prêmio no Globo de Ouro
Minha Torcida: Rooney Mara (Millennium – O Homem que Não Amava as Mulheres)
• MELHOR ATOR – DRAMA •
Nomes fortes. Esse é o principal termo que consigo utilizar para descrever a categoria de Melhor Ator em Drama. Mais do que nomes, o talento de todos falam mais alto. Ryan Gosling teve nos últimos anos a grande confirmação de seu poder frente as câmeras, ao ponto de rapidamente já se tornar um dos atores mais requisitados do atual cenário em Hollywood. Mesma que sua aparição por Tudo Pelo Poder tenha sido uma agradável surpresa (ele era mais cotado por Drive, mas mesmo assim não estava entre os favoritos), não deve ser dessa vez que ele levará o prêmio para casa (essa foi sua quarta indicação ao Globo de Ouro). Tão requisitado quanto Gosling, Michael Fassbender aparece como um dos grandes nomes que também se firmaram em 2011, e vê em Shame sua primeira indicação de peso, podendo quem sabe sair com a vitória. Durante muito tempo Leonardo DiCaprio e Brad Pitt foram ‘rivais’ do público, que sempre realiza este duelo de quem era o melhor. O primeiro já recebeu ao todo incríveis oito indicações, vencendo por O Aviador. Já Pitt foi indicado cinco vezes, tendo também uma vitória, por sua atuação em 12 Macacos. Fato é que nessa disputa equilibrada entre ambos, quase particular, um terceiro nome parece surgir com mais força: George Clooney. Dono de uma carreira que agora se estabelece forte também na direção, Clooney tem grandes chances de receber seu terceiro Globo de Ouro, juntando-se a sua vitória por E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? e Syriana – A Indústria do Petróleo. No muito bem avaliado Os Descendentes, Clooney estrela um drama intimista, que lhe concebe um ligeiro favoritismo nesta categoria.

Principal favorito, George Clooney pode receber seu terceiro Globo de Ouro
Minha Torcida: Ryan Gosling (Tudo Pelo Poder)
• MELHOR DIRETOR •
Esse é o grande termômetro que identifica os favoritos as principais categorias. Percebemos claramente uma divisão entre a identificação dos grandes candidatos a vitória em Comédia ou Musical (O Artista e Meia Noite em Paris) e Drama (Hugo, Descendentes e Tudo Pelo Poder). Mas de qualquer forma vamos nos prender mais a categoria que premia as direções. Um dos nomes mais pesados, Woody Allen aparece como a quinta força, onde apenas uma grande e determinante surpresa daria uma vitória ao já experiente e consagrado diretor. George Clooney, mesmo dono de uma incrível apreciação por parte dos votantes, se estabelece como a quarta força. E por mais que Os Descendentes seja um dos grandes favoritos da noite, Alexander Payne, apesar obviamente de sua boa direção, surpreendentemente não aparece nem mesmo como segunda força, já que inclusive nas premiações em que Os Descendentes venceu, foram poucas em que Payne também se saiu vitorioso. Situação quase oposta a de Martin Scorsese, que apesar de quantitativamente ter visto A Invenção de Hugo Cabret vencer pouco prêmios, conseguiu uma gama maior de vitórias, surgindo como uma força considerável. A grosso modo, O Artista é de fato o filme do ano. A crítica e todos que saem do cinema estão impressionados com o filme e com a coragem de Hazanavicius, sendo o longa até agora o maior vencedor das premiações já realizadas. Ao que parece, o Globo de Ouro não encontrará restrições pré-estabelecidas para premiá-lo. E para a Associação de Críticos Estrangeiros, não seria uma vitória premiar um diretor…estrangeiro?

O francês Hazanavicius surge como grande revelação do ano e com incrível força no Globo de Ouro
Minha Torcida: George Clooney (Tudo Pelo Poder)
• MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL •
Quem olhar para ano passado, se sentirá assustado com a mediocridade dos indicados, principalmente porque em 2009 a HPFA havia demonstrado extrema coragem ao premiar Se Beber, Não Case!. Filmes medíocres como RED, O Turista, Minhas Mães e Meu Pai e Burlesque, além do apenas regular Alice no País das Maravilhas, traziam a tona novamente a polêmica sobre as escolhas da Associação (suborno, em outras palavras), mas prefiro me ater apenas ás qualidades cinematográfica dos indicados. Já esse ano, percebemos uma incrível melhora, mesmo que possamos encontrar algumas incoerências, como a presença de Sete Dias com Marilyn, filme que vem muito mal nas críticas. A segunda, talvez até mais relevante, é a classificação de O Artista como comédia, que apesar de também se destacar dessa maneira, aparenta ser um drama. Mas se Meia Noite em Paris também é considerado uma comédia (me desculpem, ele é muito mais drama) não há porque criar grande tempestade quanto à aparição de O Artista, que baseando nos prêmios de crítica, é o filme com mais vitórias e consequentemente o grande favorito. Fazendo com que a obra-prima Meia Noite em Paris, claramente a segunda força (já que Allen e Hazanavicius foram indicados á Melhor Diretor), tenha infelizmente chances não muito consideráveis. Ao que parece a HFPA não quis por o pé na dividida sempre travada, muito mais por seus espectadores, de classificar este como o ‘principal’ indicador ao Oscar, algo que quem acompanha as premiações, sabe não ser verdade. As boas lembranças de Missão Madrinha de Casamento (que apesar de, em minha opinião, ser apenas uma comédia mediana, claramente teve uma importância grandiosa dentro da indústria) e 50% certamente nos fazem esquecer relativamente da vergonhosa edição anterior.

Filme com mais indicações, O Artista pretende marcar seu nome também no Globo de Ouro
Minha Torcida: Meia Noite em Paris
• MELHOR FILME – DRAMA •
A principal categoria da premiação, conta dessa vez com a volta de seis candidatos nomeados, e a disputa, diferentemente do ano passado que apontava claramente para os cinco indicados com grandes possibilidades de vitória (Cisne Negro, A Rede Social, O Discurso do Rei, A Origem e O Vencedor) já que seus respectivos diretores também foram indicados, esse ano estabelece a disputa direta apenas em três nomes, consequentemente aqueles que possuem seus diretores também lembrados. Sendo assim, Histórias Cruzadas, Cavalo de Guerra e O Homem que Mudou o Jogo aparecem apenas como preenchimento de vagas, dificilmente conseguindo a tão almejada vitória (obviamente que suas chances não chegam á zero, mas não me lembro em toda história do Globo de Ouro de um filme vencer a principal categoria sem que nem ao menos seu diretor esteja entre os cinco melhores). Dessa forma a disputa fica travada entre três nomes, sendo o azarão da noite: Tudo Pelo Poder, que até agora não venceu nenhum prêmio de crítica, A Invenção de Hugo Cabret, que venceu apenas o NBR, apesar de constantemente aparecer na lista dos melhores, e o grandíssimo favorito, Os Descendentes, que levando em conta os prêmios de circuito, nesta relação, é de longe o longa com mais prêmios, e consequentemente com mais chances. Depois de duas maravilhosas obras-primas nem tão reconhecidas (Confissões de Schmitd e Sideways, apesar desse último ter conseguido seu lugar inclusive no Oscar) o novo longa de Alexander Payne aparece com grandes chances de sair vencedor.

Os Descendentes é o principal favorito a ser o grande vencedor da noite
Minha Torcida: Tudo Pelo Poder