Sem sua usual sensibilidade, Payne entrega apenas um drama normal
Uma das principais características do diretor Alexander Payne é sempre depositar em seus longas personagens perdidos em situações cotidianas, e que adentram, nem sempre propositalmente, em uma viagem quase sempre literal, e física, de auto-descoberta. Assim, ao nos sensibilizarmos com os personagens de Paul Giamatti e Jack Nicholson, respectivamente nos fabulosos Sideways – Entre Umas e Outras e As Confissões de Schmitd passamos a compartilhar de maneira conjunta os sentimentos que serão envolvidos durante toda narrativa. Então, acima de uma boa realização técnica (que para constar permanecem intactas) quase todos os projetos de Payne dependem de uma entrega do espectador de maneira subjetiva, onde depositamos uma parcela maior do que usualmente um filme exige, de nossa parte experiencial.
Acontece que o apenas regular Os Descendentes vai pelo caminho contrário traçado até então pela curta carreira de Alexander Payne, onde sua boa realização técnica se contradiz com uma inexplicável obra sem alma.


